Morre aqui comigo
Sinto facas pelo peito dentro
Um lento trespasse do fio da lâmina sobre a carne quente
O sangue que sai em jactos entre convulsões de dor
Sinto o frio do metal a cortar-me os nervos
Os meus gritos de sofrimento são sangue que se espalha no chão
Formando desenhos disformes, estupidamente abstractos
Sinto sem parar punhais que me ferem mortalmente
PÁRA
Novamente, novamente ... novamente
PÁRA
Novamente, novamente ... novamente
PÁRA
Novamente, novamente ... novamente
Os meus gemidos são animais, são violentos
A minha respiração é desigual
Os meus olhos nada veêm a não ser vermelho
Sangra...Sangra, desaparece do meu corpo
Não preciso de ti pois as minhas veias já nada canalizam
Apenas ácidos, suspiros de morte
Em gestos brutos, em convulsões bruscas
Sou eu que me sacrifico, sou eu que procuro o meu coração
Com um punhal na minha mão bem fechada
Procuro o que me faz viver
PÁRA ... pára de bater
PÁRA ... pára sofrer
Morre aqui ... morre aqui comigo
Pára de me dar vida para eu poder parar de te matar
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