Matou os seus filhos
Matou os filhos
Matou os seus próprios filhos
Matou-os enquanto ainda eram pequenos
Matou-os enquanto dormiam
Matou os seus próprios rebentos
Matou-os afixiando-os, cortando-lhes a respiração
Matou-os enquanto estavam silenciosos
Matou descendentes seus
Matou-os quando tinham os olhos fechados
Matou-os quando estavam tranquilos
Matou os seus próprios sonhos
Enquanto ainda eram apenas sonhos
Pois sabia que não podia viver com realidade
De um dia deixarem de o ser
E passarem a fazer parte da sua vida
Ainda hoje se arrepende...
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