Agarrar o dia
Tenho as mãos geladas
O frio desfaz em trovoadas
A dor que tento esmagar contra as paredes pintadas
Com o meu próprio sangue
Deitado moldo o meu corpo
Como traços a pincel num quadro
Feito de lençóis de vinho tinto
São símbolos que crio de gestos sem nexo
No centro nada existe, porque sou extremos
Trago as mãos geladas
Não do frio mas do vazio que criam
Ao tentarem agarrar o dia
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