Retrocesso
Quantas linhas destruí?
Palavras que apaguei por raiva e em desespero.
Nunca escreverei o que sinto, porque não o percebo.
Ou simplesmente porque nada sinto.
Talvez porque não quero dar conta de mim como ser só.
E num retrocesso violento como mola que se desprende em liberdade
O frio entra-nos pelas veias dentro
E a realidade como grito insurdecedor
Nesse momento reconstruo tudo o que destruí
Refaço palavras, conjugo verbos em delírio
Descubro-me nos fragmentos que tentei esquecer
1 comment:
Conheço esse texto querido de outros carnavais...
bjos
Is
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