2007-02-13

Retrocesso

Quantas linhas destruí?
Palavras que apaguei por raiva e em desespero.
Nunca escreverei o que sinto, porque não o percebo.
Ou simplesmente porque nada sinto.
Talvez porque não quero dar conta de mim como ser só.

E num retrocesso violento como mola que se desprende em liberdade

O frio entra-nos pelas veias dentro
E a realidade como grito insurdecedor
Nesse momento reconstruo tudo o que destruí
Refaço palavras, conjugo verbos em delírio
Descubro-me nos fragmentos que tentei esquecer

1 comment:

Unknown said...

Conheço esse texto querido de outros carnavais...

bjos
Is